Problemas de circulação na Avenida da República têm sido mais frequentes depois das intervenções feitas pela Câmara Municipal nas zonas de estacionamento e circulação de peões.

Nos últimos meses, comerciantes e moradores têm questionado a forma como foram introduzidas as alterações naquela via, mais concretamente o estacionamento que, como se sabe, é escasso para tão grande número de viaturas que circula, diariamente, naquela zona da vila.

O estacionamento em espinha, mesmo com uma viatura pequena (como a foto comprova) fica com parte do carro na faixa de rodagem. Antes das obras, havia um estacionamento bem desenhado que foi desfeito para se criar o atual que, como se pode verificar, não cumpre com o espaço normal de um lugar de estacionamento que deve ter, de acordo com a lei,  o mínimo de 5 x 2 metros se for paralelo ao passeio e 5 x 2,5 m se for perpendicular.

O investimento avultado feito pela Câmara Municipal não está, aparentemente, a surtir os efeitos desejados. No caso dos arruamentos por trás dos Paços do Concelho, como a Rua Dr. Manuel, Rua Dr. Gonçalo Sampaio, Rua Dr. Adelino Amaro da Costa, a via deveria ser de três metros de largura e não de quatro, de forma a permitir ter passeios mais largos que os atuais. Uma faixa de rodagem de quatro metros convida, como se percebe, a maiores velocidades e causa maior risco, numa zona que se pretende ser de circulação a velocidades reduzidas.

Um dos casos onde esta situação é mais visível, tendo sido já identificada pelos comerciantes como uma zona crítica, é em frente à Pastelaria Cristo Rei.

A realidade nas cidades vizinhas, por exemplo, Braga ou Guuimarães, a prioridade tem sido expandir as áreas pedonais. Em Vila Verde, o caso é o mesmo, tendo a largura dos passeios, no centro da vila, ter passado, em vários casos, para o dobro do tamanho.

Em suma, nesses concelhos têm sido estreitadas as vias para reduzir a velocidade e aumentarem a segurança das pessoas. Por cá, tem acontecido o inverso.

Melhorar a mobilidade das pessoas no centro da Vila

De lembrar que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, no âmbito de uma estratégia de regeneração urbana, está empenhada em melhorar a mobilidade das pessoas no centro da Vila sede de concelho, de modo a que se ande mais a pé e se possa circular melhor pelos passeios. Também estão em andamento trabalhos nas imediações do edifício dos Paços do Concelho.

“A revitalização e reorganização das nossas redes pedonais era uma necessidade identificada. A Autarquia está a iniciar um projeto que irá melhorar a mobilidade e as acessibilidades aos povoenses”, salientou o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva, em comunicado divulgado pela autarquia no passado dia 11 de janeiro.

No âmbito do projeto de “Requalificação das redes pedonais na Vila da Póvoa de Lanhoso” são 11 as artérias centrais abrangidas pelas intervenções: Rua Dr. Manuel Ferreira; Rua Capitão Tinoco Faria; Rua Luís de Camões; Rua Dr. Gonçalo Sampaio; Rua 1.º de Maio; Rua da Misericórdia; Rua Dr. Francisco Sá Carneiro; Rua António Francês; Avenida dos Bombeiros Voluntários; Rua Dr. Avelino Pereira de Carvalho; e Rua Martim Moniz.

As intervenções visam, acima de tudo, requalificar a rede de passeios da Vila da Póvoa de Lanhoso, dotando-a de condições de segurança e de conforto que permita que seja percecionada como alternativa de mobilidade urbana efetiva e, consequentemente, utilizada pelos peões. Visam ainda contribuir para a redução da emissão de gases com efeito de estufa.

Este é um projeto promovido pelo Município da Póvoa de Lanhoso e cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte – NORTE 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, que conta com um investimento elegível de 582.179,10€, ao qual corresponde a comparticipação comunitária de 85% no valor de 494.852,24€.

 

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