Confrontado com mais uma ‘visita’ da Polícia Judiciária à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, o líder do Partido Socialista voltou a acusar o executivo povoense de “mentir”. “A Câmara refere em comunicado no Facebook que este inquérito em curso da PJ estará relacionado com o funcionamento normal da gestão da autarquia. Viemos todos a saber, menos de 24 horas depois, através de um órgão de comunicação social Correio da Manhã, que o referido inquérito afinal terá a ver com a suspeição de que o atual presidente de Câmara, Avelino Silva, assim como o anterior, Manuel Baptista, serão suspeitos de favorecimentos em concursos públicos para contratação de quadros superiores para o município, para além de favorecimento a particulares na construção de obras ilegais. A primeira conclusão que se deve retirar destas informações é que a câmara municipal mentiu na comunicação que fez pelo Facebook, quando se refere a procedimentos relacionados com o funcionamento normal da gestão da autarquia, trata-se de algo bem mais profundo e bem mais grave. A segunda conclusão, é que de facto a PJ veio investigar aquilo que na Póvoa de Lanhoso é sabido de praticamente toda a gente, desde 2005 a maioria PSD não perde uma oportunidade de ajustar os concursos à medida dos candidatos que pretende escolher. Veja-se a título de exemplo a quantidade de candidatos do PSD às juntas de freguesias do nosso concelho que foram contratados pela câmara municipal desde 2005”, disse.

Mas Frederico Castro vai mais longe ao afirmar que nada disto é novidade. “A propósito deste assunto, afirmei numa reunião de câmara do mandato anterior que seria capaz de acertar nos nomes das pessoas que a Câmara ia contratar a propósito de vários concursos públicos que iam ser abertos nesse período, e afirmei nessa altura que poderia escrever os nomes das pessoas que iam ser escolhidas, guardar o documento num local fechado, e conferirmos em conjunto depois da conclusão dos concursos se tinha acertado nos nomes das pessoas escolhidas. Sabe em quantos nomes teria acertado? Em todos”, afirma Frederico Castro, abordando, depois, a questão das obras. “Quanto ao favorecimento a particulares na construção de obras ilegais, basta falarmos com pessoas das nossas freguesias para nos apercebermos no ‘negócio eleitoral’ que é feito aqui e ali, com pessoas que depois de fazerem as obras ilegais com a cobertura da Câmara Municipal ficam na mão de quem os favoreceu, e são sujeitos à cobrança desses favores de quatro em quatro anos. É absolutamente claro e evidente esta troca de favores em que uma mão lava a outra em vários pontos do concelho, e o último sinal que a Câmara deu de querer manter e até intensificar esta prática, foi o afastamento compulsivo de um dos fiscais do município para outras funções, deixando o município com uma única pessoa com funções de fiscalização em todo o concelho. É evidente que esta Câmara não quer ninguém no terreno a fiscalizar o que se passa em termos de obras particulares, para poder fazer os favores que quiser a quem quiser, e trocar esses favores por votos. Está na altura de as pessoas porem a mão na consciência e pensarem se estão de acordo com estas práticas de favorecimentos, que são evidentes, e que esta investigação a seu tempo, muito provavelmente concluirá, na minha opinião”, disse.

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